Sucessões de erros do passado refletem na região do Jardim Pantanal no Distrito do Jardim Helena, mais especificamente na Vila Itaim.
Até a década de 80, mineradoras exploraram a várzea do Tietê com a retirada de areia e deixaram marcas profundas no meio ambiente local, para ter uma ideia do tamanho do crime ecológico, com a extração absurda das dragas formou-se uma lagoa de aproximadamente 1 km de extensão com 80 metros de profundidade que margeia boa parte do rio.
Esta lagoa se tornou esponja natural quando o rio espraia na época das chuvas, acarretando as inundações nas ruas próximas atingindo as casas. Porém não é o único crime a expansão imobiliária e o crescimento desordenado na margem do rio ao longo dos anos as ruas ganharam o asfalto o que ajudou a impermeabilizar o solo causando os alagamentos e os desastres.
Percebe que as consequências são as razões das inconsequências, hoje com a criação da lei de crimes ambientais começa um novo processo de entendimento (o que pode e o que não pode), porém ainda falta muito para ser feito, não basta só conscientizar dizendo não jogue lixo nas ruas tem que ser feito um trabalho emergencial de retirada das famílias das áreas de APA (Área de Preservação Ambiental).
Naquele local não pode existe as frases “já esta consolidado mesmo”, “vamos levar benefícios”, porque desta forma estaremos agindo igual ao passado, semelhante aos inescrupulosos agiram, para obter os famosos votos.
Espero que a Via Parque e os Parques Ecológicos prometidos para a região resolvam em definitivo o problema da margem do Rio Tietê e traga a verdadeira dignidade para as pessoas moradoras da Vila Itaim.
Foto - Rua Agostinho Alves Marinho com alamento, moradores fazem a travessia.

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